Homem preso numa bola de ferro

Você ainda está aí?

Te pergunto isso porque sinceramente não conheço mais as pessoas como antigamente. Sei lá, as pessoas vivem atreladas a outras, sem opinião própria, sem autenticidade. Cada vez que eu converso com alguém eu me assusto mais com a quantidade de pessoas sem autonomia no que fala.

São pessoas cheias de frases prontas que encontram na internet. Cheias de opiniões alheias que ouvem por aí. E aí? Você ainda está ai? Com quem eu falo realmente? Porque você se esconde atrás de tantas pessoas que muito das vezes você nem conhece pessoalmente?

Quem realmente é você? Porque você anda amarrado, preso a tantas pessoas que você apenas acompanha na TV, internet? Já parou para pensar que essas pessoas não são nem um décimo do que mostram ou divulgam? Não sei mais o quanto tanta gente na internet influência as outras, a ponto de deixarem outro tanto de pessoas sem opinião.

Vejo algo perigoso nisso, muita gente perdeu o senso crítico. A capacidade de questionar, de se questionar sobre o certo ou o errado. As pessoas apenas leem algo, acham bonito, e nem se questionam se aquilo realmente é verdadeiro. Apenas compartilham como se fossem. Mesmo que aquilo vá contra tudo o que você já viveu ou vivenciou. Mesmo que você não entenda absolutamente nada sobre aquilo.

Você ainda está aí?

Te pergunto isso porque sinceramente não conheço mais as pessoas. Vejo tanta gente perdida apenas repetindo o que se ver por aí. Questione-se mais, viva mais, seja mais “você”!

 📷 @launchdsigns


Sobre o autor

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

Publicado por

Mauro Garcia

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.