Um cacto feio

“Hoje, recebi uma homenagem! Um belo texto enviado por uma leitora do blog e seguidora no Instagram. Sua visão sobre mim, de uma forma simples e de coração. Muito obrigado pelo texto, espero que gostem também.”

IMG_1659

 

Alguém que te faz rir
Por motivos nenhum
Ou centenas deles
Só de pensar nas loucuras que conversam ou deixam de falar
Aquele desconhecido que não sabe o nome, nem o telefone e nem o endereço e quase nada, mas te deixa á vontade onde você parece conhecer á anos
Mas você sabe que ele existe em algum lugar, não é coisa do seu pensamento
Que te envolve com idéias absurdas
Que te faz viajar num mundo cheio de possibilidades e proporções
É o mesmo cara que te deixa sem palavras e sem noção
É o cara que nunca idealizou
É o cara que nunca vai lhe entender e nem te ter
É o cara que nunca responde nada
É o cara que tem medo de se expôr e contar seus defeitos e sua bravura, Não se envolve, nem dá expetativas.
Sempre deixa claro, mas também subtendido, coisa do homem que não conheço seu olhar, nem seu nome e nem seu sorriso, desconheço quase nada, sua cor, suas manias, nem sei suas vontades e nem tão pouco o calor do seu abraço, só das palavras
E sua energia eu conheço e a rapidez que responde que não pode responder, desconheço suas gírias, sua voz.
Mas conheço seu contexto e seu vocabulário, seu apego ás artes, livros e suas digitais
Dedicação á disciplina e o gosto pelo futebol, mesmo sem saber seu time de coração
A delicadeza com as palavras e o mistério que encanta desde ao texto com á sua origem, seu presente
Á cada encontro esse mistério enlaça de delícias e malícias do diálogo
O despertar de um poeta preocupado com a perfeição
Mas tem estilo próprio e movimento… sequência… Transpõe o rótulo e acentua o respeito
Escreve o que vê, vive e pensa…
Mas não gosto do seu lado complexo e sem pretensões, como aquela beleza cacto
Tão belo e tão rústico, sem mudanças
Já que o cacto não precisa moldar ou podar
Não existe cuidados, preocupações, renúncias ou até mesmo expetativas,
Já que, as suas raízes ou marcas de sua natureza não exige tais mudanças ou expectativas.
Onde não permite ir além…
Sou o oposto do cacto, sou a rosa,
Linda e com espinhos,
Delicada e que precisa moldar e podar
Firme mas pronta á ter expectativas, por que  exige movimento, energia, raízes profundas e renúncias,
Mas o diferente sempre me fascina e envolve, o cacto possui beleza e espinhos
A rosa, possui espinhos, beleza e cuidados
Proponho dança e reciprocidade em tudo na vida, até na poesia ou num texto, produção
Simplicidade sempre, detalhes diferenciado
Essa fonte maravilhosa de mistério, a motivação, ou seja lá qual seja o verdadeiro significado que se fosse para explicar e entender, perderia graça e a essência, não teria música e nem poesia, e se, nesse ritmo se você entender e parar de sentir, perde o que nos move na vida, tem sempre que continuar o mistério, a vida, o jogo… como no xadrez… foco e encontro
Quase sem um fim.

 
 
Sobre o autor

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

Publicado por

Mauro Garcia

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

2 comentários em “Um cacto feio”