Saudades de nós dois

img_3204.jpgEstou eu aqui em minha solitude, buscando como sempre, respostas para perguntas que insistem em permanecer em minha cabeça, tentando apagar lembranças de dentro do meu coração, lembranças que volta e meia retomam uma dor aqui no peito e escorrem pelos olhos.

Me pego sozinho tentando escrever, mudar meu foco, mas, quando estou só com lápis e papel, todo verso que escrevo vira uma música que fala de saudade. Saudade de um tempo, de nossos momentos, saudade de tudo o que tivemos e o violão logo ali já até sabe de cor todas as melodias do meu coração.

Elas falam da minha vontade de estar com você, de como partilhávamos uma intimidade difícil de se explicar, de como a nossa sintonia era perfeita. Daquelas tipo café com leite, panela e tampa, sonho e realização. Ah, para onde foi tanto amor? Onde se escondeu o nosso pedacinho de céu? Por que a nossa doce caminhada se fez parada?

São perguntas que me faço todos os dias e não encontro respostas satisfatórias que me façam parar de olhar para os lados, tentando em vão, te encontrar em algum lugar. E essa insistência com que te busco e te percebo indica que o meu coração, meu corpo e minha alma pertencem a ti, sem qualquer possibilidade de ser de outra forma.

Tudo me leva a você, até nas pequenas coisas do cotidiano eu te encontro, e isso clarifica a certeza desse sentimento intenso que habita o meu coração. Hoje pensei em você mais uma vez, como se aquela junção de almas a que estava acostumado a sentir quando estava ao teu lado, pudesse te trazer de volta para esse amor que insisto em cultivar dentro de mim.

Em parceria com @lutorressoares
📷 @kikesilvabnw

 

Sobre o autor

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

Publicado por

Mauro Garcia

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.