Quem tem ouvidos que ouça

img_8363.jpgMeus prezados peço licença,
Hoje por letras quero falar,
Diferença não é doença,
Mas verdade que não quer calar.
Conjugue-me se for possível,
Sou política viva e aplicada,
Eu Crise,
Tu Pirólise,
Eles Citólise,
Nós Piada.
Vivemos numa bolha de concreto,
Fazendo o errado achando que é o certo,
Na rua somos todos animais,
Competindo, pra saber quem finge mais.
Quero falar de raridade,
De preconceito feito de mentira,
De amor sincero em toda idade,
De laço, rosa, prosa e tira.
Eu luto pelo direito de viver de felicidade,
Plantando o bem a cada metro,
Colhendo o bem fazendo certo,
E entendendo só agora,
Que na vida não tem hora,
Que ser do bem é ser esperto.
Vem cá por gentileza,
Com clareza vou concluir.
Quero falar pra essa gente,
Que já cansou de desistir.
Facilidade não combina,
Nem ensina, e nunca fez ninguém subir.
Pois só se chega lá no topo,
Pouco a pouco,
Levando surra, e até soco,
Até então se conseguir.