Quando a vida se torna preciosa

Nós seguimos o caminho desconhecido naquilo em que acreditamos que nos levará ao nosso ideal de vida, de uma forma ou de outra estamos sempre provando isso através de nossos atos, agindo por aquilo que acreditamos ser o correto para os outros e principalmente para nós mesmos…, mas quem determina o final da caminhada? Se por ventura você se deparar com uma montanha em seu caminho, você irá desistir ou encontrar uma forma de atravessa-la? E por qual motivo continuar até o fim? São questões que sempre irão perpetuar ao decorrer de nossas vidas, a vida precisa de uma razão ou somos apenas nós mesmo buscando um significado que possa justificar a nossa existência vazia? Não é fácil, porém também não é impossível obter uma resposta que possa estar em equilíbrio com a existência e sua imparcialidade, mesmo que muitas vezes ela seja brutal…

Eu não escrevo isso buscando justificar um pensamento da minha existência, muito menos o faço para validar minhas experiências, essa é uma viagem que assim como eu, você terá que fazer sozinho e sozinho encontrar o significado que te leva a continuar persistindo em seus ideais, mesmo que você diga que não possui nenhum, não possuir um ideal já o torna o seu ideal, a sua concepção de “liberdade”.

“Nós seguimos por aquilo que acreditamos ser o melhor.”

Dia após dia uma batalha com o mundo e também em guerra interna contra nós mesmos, uma disputa acirrada para determinar quem moldará quem; será o mundo aquele que nos determina até os últimos dias? Será a nossa vontade corrompida pelos desejos ocultos em nós mesmos que fazem a nossa realidade?  Ou será que estamos nos guiando por aquilo que acreditamos? Dizem que há lobos brigando dentro de nós e que vence aquele que nós escolhemos alimentar, difícil é saber qual dele estamos alimentando…

“Não há resposta para tudo isso… Talvez esses questionamentos sequer existam… E mesmo em sua inexistência, eles regem nossa vida, queiramos ou não…”

Talvez você queira uma resposta, talvez você apenas queira ignorar tais perguntas, para ambos os casos não há um caminho exato a seguir, é a realidade desse dualismo que caindo no precipício pode nos fazer voar ou atingir o chão em queda livre. Mas pelo menos, você pode escolher pelo que vale se jogar nesse poço de incertezas, então pelo que valeria a pena?

É preciso se manter forte para poder chegara até o final e todos nós teremos finais diferentes, mesmo lutando pelos mesmos ideais…

O que te faz feliz? Quem te faz bem? O que te traz aquela sensação gostosa de liberdade e euforia? O que desperta o desejo de superar os seus limites e ir ainda mais longe? Por quem e pelo que você estaria disposto a lutar com todas as forças, e quando suas forças acabarem, você ainda estaria firme e avante até o fim? O que te faz melhor? O que te faz forte? O que traz à tona o teu mais sincero sorriso? Você se conhece o suficiente para saber o que ama e o que odeia? O que respeita e o que repudia? O que admira e o que despreza?

Toda moeda tem dois lados. Amor e ódio… Vida morte… São todas as mesmas coisas. E se você foi capaz de compreender e também sentir, se essas palavras vazias e inúteis (sim, as chamo assim, pois palavras sem atos são insignificantes) então significa que você sabe que deve ir mais afundo naquilo que acredita… Aqueles por quem lutar, que valem a pena amar. O sonho a se realizar, o objetivo a se realizar. Os momentos que fazem nossos olhos ganharem um brilho profundo, aqueles que mesmo distantes continuam em tuas memórias e dentro do teu peito.

“A vida se torna preciosa quando sabemos onde queremos chegar, mesmo que os caminhos sejam incertos.”

📷 Franklin S. Monteiro


Sobre o autor

Piauiense e escritor. Seria fácil esboçar palavras que criassem em seu pensamento a ideia de quem sou, mas que porra de sentido isso faria se as mesmas meras palavras nas quais tentaria me descrever são meios que uso para compor fantasias em uma caótica realidade? Se queres um nome, me chamo Franklin, porém para saber quem sou, chegue um pouco mais perto e já que “talvez” você não possa, então contente-se com sua imaginação nas vagas idéias que terá sobre quem eu sou.

Publicado por

Franklin S. Monteiro

Piauiense e escritor. Seria fácil esboçar palavras que criassem em seu pensamento a ideia de quem sou, mas que porra de sentido isso faria se as mesmas meras palavras nas quais tentaria me descrever são meios que uso para compor fantasias em uma caótica realidade? Se queres um nome, me chamo Franklin, porém para saber quem sou, chegue um pouco mais perto e já que “talvez” você não possa, então contente-se com sua imaginação nas vagas idéias que terá sobre quem eu sou.

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