Banco de praça

Fim

Lembro como se fosse hoje, o dia em que sai da sua casa, chorando, sem rumo, sem saber aonde ir. Uma dor no coração, desespero, de cabeça baixa, totalmente perdido. Caminhei, caminhei muito, tanto, até me cansar, parar e sentar ali em um banco, numa praça que nem lembro o nome e como cheguei lá. Numa noite escura, onde nem a lua aparecia, e ali fiquei, continuei chorando até não sair mais uma lagrima sequer dos meus olhos.

Quando me dei por conta, já estava amanhecendo, e parece que a dor não passava, só as lagrimas que não existiam mais. O coração doía tanto, uma dor que nem sei explicar, a todo momento, em meus pensamentos, as lembranças de nós dois, de um tempo que sei que não teria mais volta. E em seguida vinha aquela cena, repetidas vezes, você pedindo para eu ir embora e dizendo que não sentia mais nada por mim.

E essa loucura na minha cabeça e coração continuou por alguns dias, semanas eu acho, até que o coração e mente foram acalmando, acostumando com sua ausência, aquela angustia no coração foi se esvaziando. Meses foram passando, e aquele dia nunca saiu da minha cabeça, mas também já não doía mais. O que me restou foram as boas lembranças de nós dois.

Depois de alguns anos, ainda me remeto a lembrar do amor que sentia por você, ou sei lá, ainda sinto. Amor esse que acho que nunca vou esquecer, apesar de tudo que tentei para ficar ao seu lado não ter sido suficiente, e daquele dia que ainda está também na minha memória e ao lembrar dá uma pontado no coração. Mas o tempo fez eu perceber que apesar de todo esse amor, o fim foi o que decerto teria que acontecer.

“Amor e fim, opostos que às vezes se encontram na mesma história.”

Sobre o autor

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

Publicado por

Mauro Garcia

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

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