Casal abraçado

Esperança e angústia

Um dia desses eu fui dormir me sentindo estranha e de certa forma desajustada, mas só escrevi agora pois prefiro externalizar meus pensamentos quando estou no ápice da minha inspiração que, dada à frequência com que escrevo, é um tanto quanto rara. Porém felizmente cá estou eu de novo para abrir minha mente e meu coração.

Eu acredito que meu amor virá e que seremos felizes, com aquele tipo de vida que sonho frequentemente. Ela está longe de ser perfeita. Na verdade, ela está o mais próxima possível de um cotidiano agradável com gosto de realidade. Mas veja bem, em algumas ocasiões eu me sinto completamente idiota por acreditar em algo subestimado nos dias atuais: o amor verdadeiro.

Esperar não é fácil. Não digo esperar parado, sem se envolver com outras pessoas, afinal isso é viver e é importante. O que eu quero dizer é que conforme o tempo passa e eu conheço mais e mais pessoas com as quais posso ou não me relacionar amorosamente, mais eu sinto como se tudo parecesse absurdamente frágil e superficial e essa realidade infelizmente enfraquece pouco a pouco a esperança do que um dia eu quero viver por muito tempo: a plenitude de um amor-paixão.

A única coisa que me consola, meu caro leitor, é a possibilidade de que você tenha sentimentos parecidos. Assim como eu, você provavelmente já perambulou carregando suas esperanças em ruas escuras feitas de desamor e de momentos efêmeros que falsamente nos preenchem. Você também foi ferido e aprendeu a lidar com as cicatrizes que trazem consigo experiências e aprendizados. E eu sei que você também já pensou em desistir do amor, mas percebeu que seria como desistir de existir, afinal querer amar faz parte da essência humana e você escolheu ser amor por onde for.

Você também não se entrega por inteiro a qualquer pessoa. Não porque seja exigente demais, mas porque quer muito viver um amor verdadeiro e sabe que para isso é preciso muito mais que atração e desejo: é preciso encantamento, daqueles de alma, não é? O tipo de amor que queremos viver é de mergulho profundo, entrega total e sincera. E quem não quer? Todos querem, até os que dizem que não (saiba que eles estão mentindo). A questão é: quantos estão dispostos a isso?

Então, como já disse Zack Magiezi, guardamos nosso amor como quem guarda e mantém uma pequena chama acesa nesse mundo louco, raso e frio. E ficamos assim, tentando nos equilibrar entre o caos do lado de fora e a intensidade do lado de dentro, esperando angustiados por algo considerado quase inexistente, mas esperançosos de que o amor aparecerá como algo sobrenatural e nos inundará com uma sensação de que a espera e as cicatrizes valeram a pena.

📷 @amazing__loveee


Sobre o autor

Paulista apaixonada por palavras, torta de limão e cachorros. Aprecio a simplicidade e sou admiradora de sorrisos. Acredito no amor e nos deliciosos clichês. Ah, e eu queria ter uma praia como quintal. Frequentemente sou meio distraída e tropeço nos meus erros. Também sou absurdamente desastrada, mas igualmente sonhadora e idealista. Um dos meus sonhos é viajar o mundo e conhecer o máximo de lugares possíveis antes de morrer. Escrever para mim é condição de existência e uma tentativa de resgatar a sensibilidade que se perdeu na humanidade.

Publicado por

Ana Giavarotto

Paulista apaixonada por palavras, torta de limão e cachorros. Aprecio a simplicidade e sou admiradora de sorrisos. Acredito no amor e nos deliciosos clichês. Ah, e eu queria ter uma praia como quintal. Frequentemente sou meio distraída e tropeço nos meus erros. Também sou absurdamente desastrada, mas igualmente sonhadora e idealista. Um dos meus sonhos é viajar o mundo e conhecer o máximo de lugares possíveis antes de morrer. Escrever para mim é condição de existência e uma tentativa de resgatar a sensibilidade que se perdeu na humanidade.