(Encontrei no Instagram)

“Esse texto eu encontrei no Instagram e decidi postar aqui.” 

Estudei em escola pública, tinha o quatro zóio, o gordo, o magrela, o oreia, o mãozinha, todos eram zoados como brincadeira. Não era BULLYING. Éramos humildes, mas não tínhamos bolsa família, cesta básica, não havia Google e nem Wikipédia, tinha as enciclopédias, pesquisas de estudo eram feitas nas bibliotecas públicas.

SOU DO TEMPO EM QUE: O pão era a única opção de café da manhã, o famoso “Ki Suko” pó da morte era R$0,10. A frase, “peraí mãe” era pra não sair da rua e não do computador.Apanhava de cinta, ficava de castigo e não me tornei uma rebelde sem causa. Crianças tinham brinquedos e não celular. Criança colecionava figurinha e não namorados ou namoradas. Batia figurinha e não nos colegas e nos professores (aliás professor era muito respeitado e admirado).

Cantava o Hino Nacional com a mão no peito. Brincava de polícia e ladrão quando faltava luz, de amarelinha, esconde-esconde, jogava taco, queimada, passa anel, vôlei, pique bandeira, jogava bola de gude, usava roupas infantis e não me vestia como adulto, soltava bombinha e pipa e ainda pulava elástico até o joelho, porque nunca conseguia chegar até a coxa (kkkkkk). Assistia Flintstones, Mulher Maravilha, Power Ranger, TV Colosso, Caverna do Dragão, etc. O único pó que eu era viciada era o leite em pó, com um pouquinho de açúcar e a única bebida era o Biotônico e/ou emulsão Scott.

Tocava a campainha e corria. Soltava pipa na rua. Tinha dever de casa para fazer e educação física de verdade. Não importava se meu amiguinho era negro, branco, pardo, pobre ou rico. Menino ou menina, todo mundo brincava junto e como era bom. Saudades da época em que a chuva tinha cheiro de terra molhada. E a felicidade tinha gosto de geladinho de morango. A nossa única dor era quando usávamos merthiolate. Boas lembranças e a certeza de que éramos felizes!


Autor desconhecido | 📷 @ig_humanplus

Sobre o autor

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

Publicado por

Mauro Garcia

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

3 comentários em “(Encontrei no Instagram)”

  1. Meu amigo faço coro as suas palavras, hoje está reação dos filhos hoje contra país nada contra professores contra os colegas nada mais é que uma rebeldia perversa para cometer atrocidades contra a sociedade, eu fiz carvão no Norte de Minas, passei fome apanhei se cinto fui menosprezado pelos colegas e professores e nem por isso me tornei um cidadão cruel aliás serviu como estímulo para formação do meu caráter em 2011 foi homenageado pelos alunos e professores desta escola onde foi recitada minhas sagas nos fornos de carvão em forma de poesia escritas por mim neste dia até a banda da cidade estava presente e secretário da educação um ex professor meu estava presente mais de mil pessoas neste dia senti que havia vencido os preconceitos vividos de forma honrada e nem por isso usei de palavras para menosprezar ninguém, foi sem dúvida o dia da Vitória…

    1. Parabéns meu caro! Superação e uma história linda, que sirva de exemplo para muitos. Esse é o espírito, falta Deus no coração de muitos jovens e crianças. Falta família e força de vontade. Eu agradeço o comentário e por ter lido uma história dessas. Abraço.