Dois meses

img_3916Não tive o que reclamar, só aceitar sabe? Ficar longe de quem a gente ama é uma das piores coisas que existem, mas se a vida quis assim, só devemos aceitar. Dois meses, isso mesmo, dois meses, para saber que eu te amava e você me amava, e que dois meses era pouco para o amor que sentíamos um pelo outro, só nós sabíamos que era amor para a vida inteira.

Amor esse que começou de um breve sorriso quando te vi passar com suas amigas, naquela festinha de amigos em comum que nunca nos encontramos antes. Vai entender o porquê né?! Acho que não era a hora ainda. E aquele sorriso, foi o que mais me chamou atenção em você, mas sei lá, sabe quando você acha que a pessoa é mais do que um sorriso lindo, quando você percebe de longe que ela é diferente, que ela é ela?

A sorte foi que eu acertei. Pois é, sabe porque não nos encontramos antes? Porque apesar dos amigos em comum, ela estudava mais que saía, e eu, saía mais que estudava. Naquele dia não tive coragem de chegar e te conhecer, mas daquele dia em diante te procurei pelos corredores da faculdade onde estudávamos, até te encontrar, e assim tentar me aproximar. Moça difícil, mas encantadora, linda e inteligente.

Me perdia nas nossas conversas, e lá se vai quase um mês até que te beijei pela primeira vez, e foi aí que se confirmou o amor que sentíamos. Queria ter te encontrado antes, queria já ter uma vida ao seu lado, mesmo dois jovens, era nisso que nós pensávamos e sonhávamos. Os dias foram passando, encontros e mais encontros, e o amor foi só aumentando até que tudo isso foi interrompido, você foi morar na Espanha.

“Não existe explicação para as coisas do coração, dois meses bastaram para viver um amor de uma vida inteira”.

Sobre o autor

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

Publicado por

Mauro Garcia

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.