Depois de tanto tempo

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Hoje tocou o celular, fui atender e era um número desconhecido, sempre desligo, mas, algo me fez atender. E quando você disse “oi” o coração disparou, telefone quase caiu da minha mão e quase não consigo responder. Já faziam três anos que não ouvia sua voz, te via ou tinha qualquer notícia sua. O combinado foi um abraço apertado, o último “eu te amo” e cada um para o seu lado.

Disse que o coração estava apertado, como nunca tinha ficado durante todo esse tempo. Precisava muito conversar, pois desde aquele último dia não conseguiu mais se abrir com ninguém. Precisava falar da sua vida para alguém, assim como nos velhos tempos onde tudo que acontecia me contava. Por isso me ligou, para acalmar seu coração com a minha voz.

Por um momento eu voltei no tempo, relembrei o quanto era bom ouvir atentamente suas angústias, suas dúvidas, seus medos. O quanto era bom ser o seu refúgio sempre que precisava. Fiquei então te ouvindo falar quase sem acreditar que era você, sua voz continuava a mesma, doce e suave.

Nesse instante, senti uma vontade imensa de olhar em seus olhos, de te abraçar como sempre fazíamos quando você me procurava para conversar e eu me sentia como um super-herói. Como foi difícil ficar afastado de você por esses longos três anos, mas foi inevitável, cada um tinha um destino a seguir.

Foi quando percebi sua voz mudar, e notei que estava chorando. Sem entender, perguntei o que estava acontecendo, mas, você foi logo se despedindo. Não deixou eu falar nada, me disse tchau e desligou o telefone.

Em parceria com @karinecapitini.

Sobre o autor

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

Publicado por

Mauro Garcia

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.