Deixe-me aqui…

Deixe-me aqui…
Deixe-me aqui
Debruçada no meu sentir
Sentir saudade cansa,
As horas exaustas pelo tempo e distancia,
Tornam os dias e as noites de outrora,
Em lampejos de lembranças.
Deixe-me aqui
Que sentir
Sempre me faz “ser” mais do que sou:
Insanidade evidente,
Palavras nuas ou revestidas de silêncio;
Jorram de mim
Poesia sem ternura.
Deixe-me aqui
Debruçada no meu existir
Que o existir é efémero,
E, que já não resisto
A teu silêncio,
Não lamento,
Só não existo!

Sobre o autor

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.

Publicado por

Mauro Garcia

Piauiense cabra arretado, sabe?! Contador por profissão, louco por números... Que ainda acredita no amor, observador de detalhes, onde apaixonou-se por escrever e consegue colocar para fora alguns pensamentos "soltos" que a cabeça e o coração insistem em discutir.