Casinha com um corações feito de bolinhas

Deixa o amor existir

Hoje em dia as pessoas querem tudo na pressa, um beijo e pronto, acabou. Sair para se conhecer e conversar? Que nada. Um simples frio na barriga também já está difícil de sentir. Andar de mãos dadas? Desnecessário. Abraçar? Raridade. Olhar nos olhos? Um erro. Demonstrar que gosta e que precisa da pessoa, então… Morte na certa.

Apesar dos pesares, mandamos mensagem, um mínimo sinal de que nos importamos. Vários dias para responder. Por quê? A troco de que se fazer de difícil? Por que fazer joguinhos? Se você gosta da pessoa, não demonstrar interesse não é algo que atrai, pode ter certeza. Mas, eu sei e você sabe que tudo isso é uma mera tentativa de evitar a vulnerabilidade.

Vulnerabilidade… Palavra difícil de se dizer, já que toca na ferida de muita gente. Ao mesmo tempo que traz alívio, traz desconforto. Ao mesmo tempo que traz verdade, mostra nossas fraquezas. É exatamente essa sensação que muitos de nós tentamos evitar a qualquer custo, seja nos defendendo nas relações que estabelecemos ao longo da vida, seja não nos permitindo vivenciar nossa afetividade. Mas por quê? Desde quando ser vulnerável se tornou algo ruim?

Não sei quando e nem porquê as pessoas passaram a pregar o desapego, sendo que o que mais querem é alguém para se apegar. Contraditório, não? O mundo está repleto de covardes. E a verdade é que, quanto mais essa geração tenta desapegar, mais carente ela fica. Ela continua cegamente com isso, como alguém que tenta tirar água de um barco esburacado por medo de se afogar. Isso sem saber que está na terra. Isso sem saber que o mar é o seu lugar.

No final das contas tem muita gente por aí querendo amar, mas pouca gente sabe o que é o amor e quer se arriscar. Amar é ser vulnerável! E ser vulnerável não é uma maldição. Ser vulnerável é, na verdade, uma das melhores coisas que você pode ser. Por que ficar o tempo todo tentando se proteger? Proteger de quê? De sentir? Sentir é viver!

Como já disse Renato Russo, o mal do século é a solidão: cada um de nós imerso em sua própria arrogância, esperando por um pouco de afeição. Continuamos sempre em frente, mas para onde? De que forma? Fugindo do que realmente faz tudo valer a pena: o amor. É o amor que dá sentido. Ele faz parte da nossa essência. Por isso, não deixe de se permitir. Trate de se apaixonar. Trate de amar. Trate de estar vivo! Entregue-se por inteiro. Mostre-se verdadeiramente. Queira conhecer verdadeiramente. Demonstre seus sentimentos. Demonstre que se importa. Converse. Seja real. E saiba de uma coisa: quando o querer é sincero, o amor se torna completo.

📷 @thefolkpr0ject


Sobre o autor

Paulista apaixonada por palavras, torta de limão e cachorros. Aprecio a simplicidade e sou admiradora de sorrisos. Acredito no amor e nos deliciosos clichês. Ah, e eu queria ter uma praia como quintal. Frequentemente sou meio distraída e tropeço nos meus erros. Também sou absurdamente desastrada, mas igualmente sonhadora e idealista. Um dos meus sonhos é viajar o mundo e conhecer o máximo de lugares possíveis antes de morrer. Escrever para mim é condição de existência e uma tentativa de resgatar a sensibilidade que se perdeu na humanidade.

Publicado por

Ana Giavarotto

Paulista apaixonada por palavras, torta de limão e cachorros. Aprecio a simplicidade e sou admiradora de sorrisos. Acredito no amor e nos deliciosos clichês. Ah, e eu queria ter uma praia como quintal. Frequentemente sou meio distraída e tropeço nos meus erros. Também sou absurdamente desastrada, mas igualmente sonhadora e idealista. Um dos meus sonhos é viajar o mundo e conhecer o máximo de lugares possíveis antes de morrer. Escrever para mim é condição de existência e uma tentativa de resgatar a sensibilidade que se perdeu na humanidade.

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