Coração de pedra

A distância que a gente precisava

Eu acho mesmo que esse negócio de “quarentena” está nos servindo pra alguma coisa. Talvez fosse dessa distância que a gente precisasse para aprender sobre:

Amar mais;
Valorizar mais;
Falar mais;
Escutar mais;
Abraçar mais;
Querer mais.

Tudo já estava tão frio e desconexo que a gente nem se tocou o quanto perdemos o sentido, a razão, as emoções…

Parece que o amor estava esfriando, parece que os momentos estavam perdendo o valor e a gente nem sabia mais o quanto nos custava ter uns aos outros.

A gente pouco conversava ou escutava, porque naquele momento tínhamos o celular como o principal de todo e qualquer diálogo. Não tinha mais olho no olho, frio na barriga, as palavras era poucas…

Perdemos o hábito do toque, do aconchego de um abraço, da energia passada de um ao outro. Só bastava um “oi”, um sorriso, um olhar pra cumprimentar a pessoa que estava sempre ao nosso lado. Os poucos abraços eram rápidos e frios.

O querer não era mais algo tão importante. A gente nem fazia mais questão de ninguém. Querer de verdade era um ato de coragem, mas repleto de orgulho e egoísmo.

Relações fracas, desconexas, frias…

A distância está nos servindo pra valorizar esses sentimentos importantes que já estavam se perdendo. Mais valia uma mensagem no WhatsApp do que um abraço apertado, mais valia passar a noite numa festa do que dormir ao lado de quem amamos.

Talvez fosse dessa distância que a gente precisasse pra não acabar nos perdendo de nós mesmos e de quem amamos.

📷 @duskmac

Sobre o autor

Olá! Sou Lucimare Mesquita, nordestina precisamente do litoral piauiense.
Tenho um amor inexplicável por animais e pelo mar.
Apaixonada por histórias de amor, e adoro escrever pra transbordar em palavras toda a intensidade do meu ser.

Publicado por

Luh Mesquita

Olá! Sou Lucimare Mesquita, nordestina precisamente do litoral piauiense. Tenho um amor inexplicável por animais e pelo mar. Apaixonada por histórias de amor, e adoro escrever pra transbordar em palavras toda a intensidade do meu ser.

2 comentários em “A distância que a gente precisava”